Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017
NOTICIANDO
Artigo: Senhores prefeitos: vamos falar da manga!
01/12/2016

*Por: José Carlos de Oliveira Robaldo

Se a situação econômica do país esta desalentadora, a primavera deste ano, por seu turno, como sempre, veio alegrar nossas mentes com um choque de beleza e encantamento que a natureza nos proporciona. Este ano, ao que parece, ela foi mais pródiga, quem sabe se para compensar parte do sofrimento! Os verdes estão mais verdes, as flores mais coloridas e aromáticas, as frutas mais abundantes e mais apetitosas. Um verdadeiro legado proporcionado pela exuberância da natureza.
 
Nesse contexto, um detalhe que esta primavera vem nos mostrado é a imensa quantidade de magas enfeitando e colorindo tanto o perímetro urbano das nossas cidades como a zona rural. Uma verdadeira maravilha proporcionada por esta fruta originária da Índia, trazida para cá no sec. XVI, pelos portugueses e que se adaptou muito bem aqui no nosso território. 
 
Aliás, entre as frutas tropicais, manga é considerada uma das mais importantes frutas, não só no aramo, coloração como em termos nutritivos. Quanto ao seu consumo, só perde para a banana.
 
De fato, as pesquisas científicas têm demonstrado que o valor nutritivo da manga é singular. Com enorme potencialidade nutritiva, mas que nem sempre é bem aproveitada.
 
Apenas para elencar algumas das suas propriedades, segundo esses estudos, ela corrobora na purificação do sangue; tem bom teor de carboidrato; contribui para uma pele saudável, protege a visão etc, graças ao betacoroteno; contém vitaminas A e C, ferro, fósforo, cálcio, potássio, zinco, magnésio. Além do que, tem propriedade diurética e expectorante e ainda controla a acidez estomacal.
 
Com efeito, não obstante o seu volume de consuma e suas propriedades, a manga poderia ser mais bem aproveitada inclusive no cardápio das escolas públicas, não só como sobremesa, mas também como salada e suco. Pode ser até que isoladamente, essa prática esteja sendo exercitada, mas precisa e deve ser ampliada. Não se pode perder uma oportunidade dessas, sobretudo em um país onde milhares e milhares de alunos são mal nutridos, muitos deles, inclusive, passando fome, o que não é novidade para ninguém.
 
Temos que a operacionalização da utilização dessa fruta como alimento escolar seria perfeitamente viável. Basta coletar essas frutas e congelar as suas polpas. Quantas plantas dessas têm ao longo das vias, praças e parques das acidades em que cujas frutas estão se perdendo, quando não contribuindo para a concentrarão de moscas, mosquitos, pernilongos, larvas etc, sem considerar as existentes nas propriedades particulares que provavelmente por uma boa causa, também seriam franqueadas ao município e às unidades federativas.
 
Não somos nutricionista e nem especialista no tema, mas como cidadão e testemunha da necessidade e do desperdício de alimento com essas potencialidades nutritivas, ousamos em sugerir aos ilustres mandatários (as) municipais que estarão assumindo o comando das respectivas prefeituras logo no início de 2017, que reflitam sobre o tema e que o coloquem em prática, pois assim, estarão utilizando bem, racional e inteligentemente a riqueza ou fartura nutritiva que a natureza nos proporciona gratuitamente. 
 
Eis a sugestão e que, com certeza, calharia muito bem na nossa capital morena e por que não em Dourados, Aquidauna e tantas outras.

*José Carlos de Oliveira Robaldo é Procurador de Justiça aposentado. Advogado. Mestre em Direito Penal pela Universidade Estadual Paulista-UNESP. Professor universitário. E-mail jc.robaldo@terra.com.br


Associação Sul-Mato-Grossense de Membros do Ministério Público
Administração: Rua Mendel, nº 306 - Carandá Bosque I - CEP: 79032-320 - Fone/Fax: (67) 3326-1720
Sede Campo: Rua Barra Bonita s/nº - Jardim Veraneio - Campo Grande - MS - CEP: 79100-000
Criado e desenvolvido na gestão 2011/2012
Copyright ® 2007 - ASMMP